sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Você se escandaliza? O Fracasso e a frustração fazem parte da minha vida!



Como reconhecer, aceitar e conviver com a realidade de que seu ministério está numa fase de retumbante fracasso? Como lidar com a dúvida e a inquietante sensação de uma vida espiritual comum e extremamente frágil? Como administrar a horrível sensação de que a realidade do pecado é mais próxima para nós mesmos do que para a maioria das pessoas que conhecemos?

Nunca imaginei que o medo, a angústia e a frustração fosse o outro lado da 'moeda'. Nestes poucos mais de vinte e cinco anos de vida cristã, cheguei à conclusão de que é medíocre e sofrível o discipulado que os líderes de nossa denominação ministram aos novos cristãos, que diuturnamente nascem e morrem aos borbotões. São modelados na crença de que o sucesso é a consequência natural dos 'chamados', e que os escolhidos sempre se destacam positivamente nas empreitadas que a eles são confiados. Para a maioria dos cristãos modernos o insucesso é um sinal mais do que claro de que algo vai muito mal na vida espiritual do indivíduo. Obviamente, comigo não foi e nem é diferente!

Fazem-nos acreditar que somos homens sem razão para ter medo, que somos verdadeiros heróis, condecorados numa guerra na qual lutaremos meramente para cumprir tabela, pois a vitória para nós já foi conquistada, entraremos em campo somente para receber os aplausos e os troféus. Não nos ensinam que as pancadas não são de brincadeira. Esquecem de dizer que os nossos inimigos são reais, e ainda que suas armas não são de mentirinha.

Como é duro conviver com uma realidade totalmente oposta, que em absolutamente nada tem nada a ver com a falácia de uma ‘chamada especial’ para uma vida inteira de vitórias e sucessos. Acha forte o que estou dizendo? Observe com atenção as letras da maioria das músicas evangélicas atuais, ou então ligue seu aparelho de televisão em qualquer programa dos tele-evangelistas atuais. Não será uma surpresa se chegar à constatação de que não são mensageiros do verdadeiro evangelho de Jesus. O evangelho que é pregado nestas músicas e pregações não fala de outra coisa senão de uma vida triunfante neste mundo.

Não fomos preparados para admitir que na vida cristã Deus possa perfeitamente conviver com nosso insucesso. Que ao nos contemplar, do alto de seu trono de justiça, santidade e glória, Ele não nos julga pelos nossos feitos ou nossas qualidades. Sua opinião ao nosso respeito não se baseia em conceitos meritocráticos.

Pela graça de Deus, alguns cristãos percebem a tempo esse engodo, engendrado pelo adversário (entenda Diabo), uma doutrina perversa absorta na cultura evangélica brasileira, principalmente nos movimentos apelidados de ‘pentecostais’, que há muito tempo perderam sua identidade e consequentemente o direito de assim ser chamados. Estes cristãos querendo realmente seguir o exemplo e as pisadas de Jesus aprendem a duras penas a aceitar a idéia de um Deus que convive com os erros e fracassos dos seus filhos. Que nunca deixou de ser santo apesar das mentirinhas de Abraão. Que jamais deixou de ser justo apesar da falta de escrúpulos de Davi. Por que será que na Bíblia Deus nunca pretendeu esconder os erros de seus servos? Por que será que hoje nós agimos irremediavelmente ao contrário?

Como é confortador crer em um Deus que encara o desafio de nos santificar pelo simples fato de ser amor em essência, e pela sua imensurável bondade e graça. Quando me coloco no lugar de pessoas como Elias, percebo que desejaria a morte muito antes do que ele. No lugar de Moisés, num lampejo de heroísmo e de justiça sem causa, não teria matado apenas um egípcio. Daquela multidão que levou uma pecadora aos pés do Mestre que escrevia no chão, com certeza, e sem medo de errar, seria um dos acusadores mais entusiasmado. 

Neste momento de doce desilusão é muito contraditório por um lado sentir a dor do fracasso, e por outro saber que isso nada mais é do que a vontade de Deus para minha vida. Então, glória seja dada ao nome do Senhor!



Jesus breve virá!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Triunfalismo e a Teologia da Precariedade


Autor: Ricardo Quadros Gouvêa - Revista Ultimato

É normal nos enganarmos na vida (Jr 17.9) e na teologia (Jó 42.3; Rm 11.33). As igrejas cometeram enganos (At 6.1) e ainda os cometem. Olhando o quadro geral dos equívocos dos evangélicos, pergunto-me o que os causa. Talvez seja o triunfalismo, que precisa ser denunciado e contraposto a uma alternativa: uma teologia da precariedade.

Defino o triunfalismo como a crença equivocada de que, por sermos crentes em Cristo, devemos ser vitoriosos em tudo, jamais experimentando fracassos ou reconhecendo fraquezas físicas, morais, intelectuais e espirituais. Falta ao triunfalista o sentimento trágico da vida, um reconhecimento de suas limitações.

A arrogância evangélica triunfalista vai das certezas inamovíveis dos teólogos até as irreverentes demandas para com Deus. A teologia da precariedade foca nossa condição espiritual precária, intelectualidade precária, moral precária, na compreensão de que não somos chamados para ser anjos, mas humanos que andam humildes diante de Deus (Mq 6.8), sabedores dos nossos limites e bondosos para com os outros em “seus” limites.

O contraste começa na oração. O cerne da piedade precária é uma vida de oração fragilizada, modelada pelos Salmos, em que se busca comunhão e intimidade com Deus por meio da gratidão, da autoexpressão (inclusive frustrações, Sl 13.1), do autoconhecimento (Sl 90.8), da confissão (Sl 51.9), da sujeição (Sl 25.4) e da comissão (Sl 143.10), em oposição às infindáveis petições típicas da oração triunfalista, que pede mal (Tg 4.3), almeja vitórias terrenas e vê na oração uma solução mágica. A petição precária pede sabedoria e espiritualidade (Lc 11.13) para lidar com problemas e sofrimentos, encarados como algo normal, e prefere rogar com Cristo: “faça-se a tua vontade” (Mt 6.10).
 
Ser cristão não garante vitória em qualquer faceta da vida, da saúde às finanças, das ideias teológicas ao ministério. Dizem que não demandá-las de Deus é falta de fé (não sabem que “’tudo’ é vaidade”? Ec 1.2). Demonstram falta de contentamento (1Tm 6.6). Em Cristo temos vitórias espirituais: a justificação dos pecados, a santificação pessoal, a salvação eterna. Triunfamos sobre a morte espiritual sem nunca deixarmos de ser pecadores (1Jo 1.10). A jornada espiritual até a varonilidade de Cristo é fruto da ação paciente de Deus (Cl 2.8), livrando-nos do orgulho e da rebeldia que nos tentam a vida toda (Rm 8.19).

Seguir a Cristo é abnegação, é “tomar a cruz” (Mt 16.24). Não simplesmente sofrer, que é parte da condição humana (Tg 5.10), mas completar em nós os sofrimentos de Cristo (Cl 1.24) por meio do cumprimento de nosso ministério, assim como Cristo cumpriu o seu. Cristo não promete a seus discípulos uma vida fácil, com vitórias na vida financeira, na saúde e nos relacionamentos (Mt 10.5-23). Cristo e os apóstolos eram pobres, passavam por dificuldades (Hb 2.10), inclusive de saúde (Gl 6.11; 1Tm 5.23), e tinham toda sorte de complicações relacionais entre si (At 15.39; Gl 2.11). Estiveram presos, e viram isso como um privilégio e uma oportunidade (2Tm 1.8).

Ensina-se equivocadamente que tornar-se um crente em Cristo significa ter acesso a uma vida de bênçãos materiais e de vitória sobre todos os males que afligem o corpo e a alma. Uma revista evangélica recentemente anunciou em sua capa que Cristo é a solução para a depressão. Há, porém, muitos fiéis com quadro clínico de depressão, e isso nada tem a ver com pecado ou falta de espiritualidade. Há toda sorte de enfermidades físicas e psíquicas a que estamos sujeitos, cristãos ou não, e por meio delas somos instruídos por Deus e temos oportunidades ministeriais. Se recebemos de Deus o bem, não receberemos dele também todos os males comuns da nossa condição humana (Jó 2.10)? Deus torna os males em bênçãos (Gn 50.20). Procuremos descobrir qual o seu significado em nossa vida e ministério.

O triunfalismo torna os crentes presunçosos (Sl 19.13). Em vez de estarmos dispostos a compartilhar todas as mazelas da existência humana, e dessa forma nos tornarmos capazes de empatia, queremos estar acima delas, e de todos os que as enfrentam. Isso leva a uma vida de mentiras que contamos aos outros e a nós mesmos. Na verdade, temos em comum uma vida de sofrimentos, enfermidades, relacionamentos imperfeitos e fracassos. Nossa fé e nossa comunhão com Deus em Cristo não impedem que enfrentemos crises e problemas, que vivenciemos fracassos, doenças e tristezas, pois são parte comum e inevitável da vida de qualquer pessoa neste mundo caído no pecado.

A fé nos traz a esperança de um mundo melhor (Ap 21.14), a certeza de que tudo colabora para o bem (Rm 8.28), e de que nada acontece sem que Deus permita (Mt 10.29). Nossa comunhão com Cristo nos garante forças para suportar as aflições com paciência (Tg 5.11), e impede de sermos tentados pelo desânimo quando enfrentamos dificuldades na vida.

Quando somos transformados pela ação do Espírito Santo, nos desapegamos dos bens materiais, e até do desejo neurótico pela saúde plena do corpo e da mente. Desprendemo-nos até da vida biológica como valor em si, pois já morremos com Cristo para esta vida terrena (Cl 2.11-12), e vivemos agora em Cristo e para Cristo somente, sem medo da morte biológica (Fp 1.21).

O triunfalismo também está por trás do amor ao sucesso de lideranças evangélicas que priorizam o crescimento e nivelam o ministério eclesial com o empreendimento comercial secular. Têm por modelo os empresários bem sucedidos, ostensivamente ricos, ou as celebridades, e não os pobres caminhantes da Galiléia. Não percebem que ministério sem o sacrifício do prestígio é o sacrifício do ministério no altar do sucesso.

A piedade precária se contenta com ministérios desprestigiados e igrejas pequenas que encontram a sua força na fraqueza (2Co 12.10). Igrejas não precisam crescer, e não deveriam nem sequer almejar o crescimento, mas antes a fidelidade a Cristo e à vocação e testemunho cristãos. Igrejas não são fins em si mesmas, mas agências proclamadoras do reino de Deus. Por isso, elas podem ser provisórias, institucionalmente frágeis e, do ponto-de-vista secular do empreendedorismo, totais fracassos.

O triunfalismo efetua ainda uma atitude moral equivocada em que os crentes passam a se ver como mais puros e santos que os pecadores incrédulos. O cristão é santo porque foi “separado” para a missão de seguir a Cristo. O que nos diferencia dos ímpios é sermos pecadores conscientes do pecado e da necessidade da graça e do perdão de Deus, consciência esta que os ímpios não têm.

A moralidade triunfalista parte da criação de Deus, mas ignora a queda, e prega uma proposta de conduta idealizada, mais adequada a anjos que a homens. No paradigma da piedade precária, adota-se a redução de danos, pois vivemos em mundo caído. Então deixamos de negar que as famílias evangélicas são disfuncionais e encaramos os dramas morais dos evangélicos como o padrão, e não mais como exceções.

O triunfalismo também nos torna soberbos intelectualmente (1Co 1.20), ignorando os efeitos do pecado sobre sua razão. A piedade precária nos convida a uma teologia fraca em que se reconhece que as opiniões teológicas e morais são apenas aproximações. Somos como cegos apalpando nosso caminho; nossas formulações doutrinárias e interpretações bíblicas são fruto da reflexão humana historicamente condicionada.

O triunfalismo leva os evangélicos a achar que é errado ter incertezas e dúvidas, que é feio admitir a ignorância, que o questionamento é sinal de falta de fé. O cristão precário está sempre disposto a ouvir vozes discordantes, a aprender com quem pensa diferentemente, inclusive com os incrédulos. Podem-se aprender lições preciosas das pessoas mais incultas, bem como dos maiores pecadores e hereges, pois todos têm alguma lição a dar, e ninguém, além de Deus, é dono da verdade (1Co 8.1-3).

Convido todos os evangélicos a abandonar o triunfalismo, adotando uma teologia da precariedade: caminho da fraqueza, humildade, ignorância, resignação e desprendimento. Pensemos a comunhão com Cristo como uma jornada de santificação pessoal que implica os tremendos sofrimentos advindos do abandono dos desejos e concepções do velho homem (Ef 4.22), e não nas benesses de um favorecimento da parte de Deus que nos permita obter exatamente as coisas de que deveríamos antes nos desapegar. Abandonemos os desejos carnais pelo dinheiro, pela saúde, por longevidade, cujo preço é a decrepitude.

Sacrifiquemos nossa vida no altar divino (Rm 12.1). Abandonemos o desejo carnal por sistemas de pensamento que nos deem falsa certeza e tranquilidade (2Co 10.4-5). Que nossas opiniões sejam manifestadas com singeleza e reconhecimento da nossa imperfeição intelectual (Cl 4.6). Ambicionemos apenas que Cristo seja conhecido pelo nosso viver (Gl 2.20), ainda que saibamos desde já que também nisso fracassaremos, pois muitas vezes nossa carnalidade nos impedirá de exalar o bom perfume de Cristo (2Cr 2.14-17).


• Ricardo Quadros Gouvêa é ministro presbiteriano e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Seminário Teológico Servo de Cristo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Igreja luterana dos EUA permitirá que gays se tornem pastores

A maior denominação luterana dos Estados Unidos facilitou o processo para que gays e lésbicas em relações estáveis tornem-se pastores, encerrando uma política na qual eles poderiam ser clérigos caso permanecessem em celibato. A Igreja Luterana Evangélica dos EUA encorajou suas congregações a encontrarem meios de apoiar ou reconhecer membros em “relações do mesmo sexo, comprovadamente duradouras e monogâmicas”.

No entanto, isso não significa uma sanção oficial ao casamento gay ou uma aprovação para qualquer celebração do matrimônio entre homossexuais. Ainda assim, a resolução é uma das mais liberais em qualquer denominação norte-americana em questões de orientação sexual, hoje um dos temas mais controversos em termos políticos e religiosos nos Estados Unidos. A igreja, que possui 4,6 milhões de adeptos, adotou a resolução em seu encontro bienal em Mineápolis.

“É sobre pessoas em relações comprometidas do mesmo sexo”, disse John Brooks, diretor de comunicação e um dos porta-vozes da Igreja Luterana Evangélica. Anteriormente, gays e lésbicas eram impedidos de participar das cerimônias a não ser que permanecessem em celibato. Aprovada por 559 votos a favor e 441 contra, a resolução afirma que a igreja se comprometerá a buscar soluções para que pessoas em “relações do mesmo sexo, comprovadamente duradouras e monogâmicas sirvam como líderes incluídos nesta igreja”. A medida aplica-se a pastores e obreiros. A assembleia ainda tem de aprovar mudanças procedimentais para levar a resolução adiante. Segundo Brooks, a nova política da igreja deverá ser adotada a partir de 2010.

A iniciativa cerca de um mês depois de a Igreja Episcopal dos EUA decidir, na prática, abolir o compromisso de ser “austera” ao analisar candidatos gays ao episcopado, o que provocou cisões na comunidade anglicana ao redor do mundo. A Igreja Episcopal, uma ramificação norte-americana do Anglicanismo, está desenvolvendo os rituais e as liturgias oficiais para abençoar casamentos homossexuais.

Fonte: Reuters

domingo, 15 de novembro de 2009

Erotização Infantil. Facilitando o Trabalho dos Pedófilos.

A reportagem reproduzida abaixo é de autoria da jornalista Ilana Rehavia, em artigo postado no site da BBC de Londres. Trata-se de uma tendência que está se generalizando entre as crianças e adolescentes do sexo feminino na Inglaterra.

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Por mais inocente que possa parecer, ao ver essas pulseiras coloridas no pulso de algumas crianças na igreja onde pastoreio, sempre imaginei que houvesse uma espécie de código atrás delas.

Aos que lerem este artigo, suplico que o retrasmita. Não vamos ficar de braços cruzados, enquanto n ossas crianças estão sendo conduzidas inocentemente aos braços da prostituição, bem debaixo das nossas barbas.


Pulseiras do Sexo.
Por: Ilana Rehavia

"Virou moda entre muitas meninas britânicas o uso de pulseiras de plástico coloridas, apelidadas de "shag bands" ("pulseiras do sexo", em tradução-livre).

Cada cor representa um ato afetivo ou sexual que, em teoria, a meninas precisariam fazer caso um menino consiga arrebentar a pulseira. Esses atos vão desde um inocente abraço até sexo oral e relações sexuais completas.

A moda está causando enorme polêmica entre pais e professores e chegou até a secretaria da Criança do país.

Com meninas a partir de oito anos de idade aparecendo com as pulseiras, algumas escolas já proibiram o uso.

Muita gente acha que trata-se apenas de brincadeira de criança, que as pulseiras não significam que as meninas irão realmente fazer o que as cores determinam e que jogos com fundo sexual não são novidade no parquinho. Quem nunca brincou de pega-pega em que o menino dá um beijinho na menina, perguntam eles.

Por outro lado, há quem acredite que a prática expõe crianças pequenas a termos sexuais que elas não conheceriam de outra forma e promove a erotização infantil.

Há também o temor de que proibir as pulseiras só vai torná-las mais desejáveis.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rick Warren pede perdão a homossexuais

Warren afirmou que “nunca deu nenhum apoio” à emenda defendendo o casamento.

Warren arrepende-se de ter apoiado Proposta 8, medida que protege casamento na Califórnia contra investida da agenda gay. Rick Warren, pastor de mega-igreja na Califórnia e autor do livro Uma Vida Com Propósitos, pediu perdão a seus amigos homossexuais por fazer comentários em apoio da Proposta 8 da Califórnia.

Essa proposta, defendida por evangélicos, católicos e outros religiosos, tinha como objetivo proteger a instituição do casamento contra os ataques legais de ativistas homossexuais.Warren agora afirma que ele “nunca deu nenhum apoio” a essa emenda defendendo o casamento.
Na segunda-feira de noite, no programa de TV Larry King Live, da CNN, o Pr. Rick Warren pediu perdão por seu apoio à Proposta 8, dizendo que ele “nunca foi e nunca sera” um “ativista contra o homossexualismo ou contra o casamento gay”.

No entanto, duas semanas antes da votação da Proposta 8 em 4 de novembro, o Pr. Warren distribuiu nota apoiando explicitamente a emenda de proteção ao casamento, ao se dirigir aos membros de sua igreja. “Apoiamos a Proposta 8. E se vocês acreditam no que a Bíblia diz sobre casamento, vocês precisam apoiar a Proposta 8 também”, disse ele.

A seguir a transcrição completa do comentário de Warren poucas semanas antes da votação da Proposta 8:
A hora da eleição está chegando, em apenas duas semanas, e espero que vocês estejam orando sobre seu voto. Uma das propostas que, evidentemente, quero mencionar é a Proposta 8. Essa proposta havia sido instituída porque os tribunais rejeitaram a vontade do povo. E um tribunal com quatro caras realmente votou para mudar a definição de casamento que exite há 5.000 anos.
Ora, permita-me dizer isto realmente com clareza: apoiamos a Proposta 8. E se vocês crêem no que a Bíblia diz sobre casamento, vocês precisam apoiar a Proposta 8. Nunca apóio um candidato, mas em questões morais eu me manifesto bem claramente.

Essa é uma questão, amigos, em que todos os políticos tendem a estar de acordo. Perguntei diretamente para Barack Obama e John McCain: qual é sua definição de casamento? E os dois disseram a mesma coisa: é a definição tradicional, histórica e universal do casamento — um homem e uma mulher, para a vida inteira. E todas as culturas durante 5.000 anos, e todas as religiões durante 5.000 anos, disseram a mesma definição: casamento é entre um homem e uma mulher.

Ora, eis algo interessante. Os gays e as lésbicas são apenas dois por cento da população americana. Não devemos deixar que dois por cento da população decidam mudar uma definição de casamento que tem o apoio de todas as culturas e todas as religiões há 5.000 anos.
Essa não é uma questão exclusivamente cristã. É uma questão humanitária e humana que Deus criou o casamento para o propósito de estabelecer a família, o amor e a procriação.

Por isso, incentivo vocês a apoiar a Proposta 8, e a repassar essa mensagem para outros. Vou distribuir uma nota aos pastores mostrando o que é que creio nessa questão. Mas todos sabem no que creio. Eles me ouviram no Fórum Civil quando perguntei a Obama e McCain sobre suas opiniões.

Entretanto, durante sua entrevista à CNN na segunda-feira, Warren expressou remorso por apoiar a Proposta 8. “Escrevi a todos os meus amigos gays — os líderes gays que eu conhecia — e realmente lhes pedi perdão”, confessou ele.Além disso, o Pr. Warren disse que ele não queria comentar ou criticar a decisão da Suprema Corte de Iowa, EUA, da semana passada de legalizar o “casamento” homossexual porque “isso não é sua agenda”.

O Dr. Jim Garlow, pastor sênior da Igreja Wesleyana Skyline em San Diego, ajudou a liderar a campanha da Proposta 8 na Califórnia. Garlow admite que está confuso e preocupado com a decisão do Pr. Warren de pedir perdão por ter apoiado a Proposta 8.

“Historicamente, quando instituições e indivíduos recuam de convicções acerca das verdades da Bíblia, só um fator leva a isso: o medo de perder o respeito das outras pessoas. Em outras palavras, preocupar-se mais com o que as outras pessoas vão pensar do que com o que Deus pensa”, concluiu ele.


Fonte: Jornal A Hora / OneNewsNow / Júlio Severo

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Deus não se serve apenas da cúpula eclesiástica e dos pós-graduados

Em artigo publicado no Jornal do Brasil (03/09/07, A12), Leonardo Boff lembra que no quarto século quase todos os bispos aderiram à heresia arianista, segundo a qual Jesus é apenas semelhante a Deus, e não imagem visível do Deus invisível (Cl 1.15). “Foram os leigos que salvaram a Igreja, proclamando Jesus como Filho de Deus”, acrescenta Boff.
É preciso lembrar que foi uma mulher (Débora) e não um homem (Baraque) que tornou possível a vitória de Israel sobre o rei de Canaã e sobre seus novecentos carros de ferro, depois de vinte anos de opressão (Jz 4).
É preciso lembrar que foi o caçula de Jessé, um rapaz da roça, e não o rei Saul e seu exército, que derrubou o gigante Golias, de quase três metros de altura e livrou os israelitas dos filisteus (1Sm 17).
É preciso lembrar que foi uma adolescente, e desterrada que levou Naamã, comandante em chefe do exército assírio, a curar-se da lepra (2Rs 5.1-19).
É preciso lembrar que foi um menino, e não um adulto, que ofereceu seus cinco pães de cevada e dois peixinhos para Jesus multiplicar e matar a fome de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças (Jo 6.9, NTLH).
É preciso lembrar que é do coração e da boca das crianças e dos recém-nascidos, e não dos marmanjões, que Deus suscita o perfeito louvor (Mt 21.16).
Finalmente é preciso lembrar que foi um ex-perseguidor e torturador dos cristãos (Paulo), e não Pedro, nem Tiago nem qualquer outro dos mais influentes líderes da igreja, que a livrou do legalismo, a praga que diminui o valor da graça e aumenta o valor da lei (Gl 2.11-21).
Enquanto a sociedade supervalorizava e supervaloriza os doutores, os poderosos, os nobres de nascimento e a hierarquia, eclesiástica ou secular, Deus continua livre para eleger e usar a seu bel-prazer as pessoas que, sob o ponto de vista humano, parecem desprezíveis e insignificantes (1Co 1.26-29).
Revista Ultimato - 12/2007

O triunfalismo dos super-crentes

As críticas contra o chamado “evangelho da prosperidade ou triunfalista” foram uma constante durante o X Encontro para a Consciência Cristã, promovido pela VINACC, no Parque do Povo, em Campina Grande, Paraíba, durante o período de Carnaval. O presbítero paulista Paulo Cristiano, do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP), lamentou a postura de igrejas tidas como cristãs, mas que pregam uma mensagem teologicamente equivocada sobre a conquista de vitórias e a prosperidade por parte dos evangélicos. “Existe uma falsa pregação dando conta de que crente é uma espécie de deus, pois não pode ficar doente, pobre e sofrer qualquer problema existencial, a exemplo da depressão, um dos maiores males dos tempos modernos”, afirmou.
Segundo ele, problemas como a depressão podem até mesmo atingir os mais fiéis servos de Deus, citando o caso de Elias, no Antigo Testamento, e até mesmo o Senhor Jesus Cristo, que passou por momento de profunda angústia. “Depressão não é pecado. Pecado é o cristão não deixar Deus intervir em seu problema. Deus é o melhor psicólogo do mundo e muitos casos de depressão podem ser curados mediante fé e oração. O que não pode é a pessoa imaginar-se imune à dor e à depressão, como pensam ou apregoam as igrejas triunfalistas”, declarou.
Para o pregador, outro grande problema é que “igrejas triunfalistas” ou do “evangelho da prosperidade” se afastam de Deus e da Bíblia, usando, como meio para atrair adeptos, falsos milagres, espetáculos e explosões emocionais. Com isso, conforme destacou, as pessoas problemáticas criam falsas expectativas e terminam se decepcionando com o que pensam ser o “evangelho”.
Fonte: www.paraiba.com.br